terça-feira, maio 05, 2009

Janelas...

Se há coisa que me deixa em rotação de desnorte são as janelas em ti. Abres uma e deixas o vento entrar. Esqueces de a fechar. Depois abres as portadas da de madeira rangente, com as dobradiças ainda mal acordadas do sono de velhice, sem as deixares chiar devagarinho como merecem. Abandona-la porque o que vês através dela, o além de agora, não é suficiente. As de vidros estilhaçados já não te servem. Nem as de persianas verdes. Os teus olhos já não o são. Já não os querem mais. Nunca te lembras de as fechar. Depois não sabes porque vem o vendaval. És como uma corrente de ar que bate as portas entreabertas até partires as fechaduras. Melhor do que isso, seria estares no alto do miradouro de olhos vendados. Verias melhor sem o frio da brisa cortante. Não precisas delas para ser...

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